"Este volume é o escrito do Deus vivo; cada letra inscrita com dedo do Todo-Poderoso, cada palavra, provinda de lábios eternos, cada sentença ditada pelo Espírito Santo. Embora Moisés tenha sido empregado para escrever com pena de fogo as suas histórias, Deus guiou essa pena. Ainda que Davi tocasse sua harpa, deixando doces e melodiosos Salmos emanar de seus dedos, foi Deus que moveu suas mãos sobre as cordas vivas de sua harpa de ouro. Talvez Salomão tivesse cantado cânticos de amor, ou produzido palavras de sabedoria consumada,mas Deus dirigiu seus lábios e tornou eloquente o Pregador. Se eu seguir o trovejante Naum, com seus cavalos a arar as águas, ou Habacuque, quando enxerga em aflição as tendas de Cusã, ou se leio Malaquias quando a terra queima como um fogo, se viro a página para o doce João, que fala de amor, ou o rude Pedro, falando do fogo que devora os inimigos de Deus; se volto meus olhos para Judas, que lança anátemas sobre os inimigos de Deus em toda parte, ouço a voz de Deus que fala. É voz de Deus, não de homens".

(CH Spurgeon - Ibid., 98)

Charles Spurgeon


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Charles Haddon Spurgeon, referido como C. H. Spurgeon (Kelvedon, Essex, 19 de junho de 1834 — Menton, 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista calvinista britânico. Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854, Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor da capela batista de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio. Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. Sua excelência na pregação das Escrituras Bíblicas lhe renderam o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos.