O Prof. Burwash considera os cinco sermões – 48 a 52, inclusive, como um suplemento ao sistema de Ética Cristã de Wesley. Com razão podemos tê-los como a parte principal daquele sistema. Nunca houve um período de nossa históri a em que as doutrinas essenciais, ensinadas nestes cinco sermões, fossem mais apropriadas ao púlpito do que no presente. Iniciamos seu exame pelo sermão sobre “A Negação de Si mesmo”. Na infância duma nação, quando as superfluidades e os requintes da vida humana estão necessariamente ao alcance de poucos, o campo de exercício da negação de si mesmo, em relação às coisas temporais, é restrito. É verdade que a pobreza fornece uma disciplina suficientemente vasta ao exercício daquele dever; mas a aquisição de riquezas oferece outro campo diverso. Deve- se observar que Wesley não tinha tendência para quaisquer teorias “socialista”. Ele ensinava com clareza e ênfase o direito da propriedade individual, mas sempre figurando o homem como despenseiro do Senhor. Wesley não reconhece ao Estado o direito à propriedade de toda a terra dum país, para ser administrada em benefício igual de todos, do preguiçoso e do diligente: ensinava a doutrina da operosidade, do trabalho para a aquisição dos bens temporais, mas estes devem conservar-se sujeitos às exigências da caridade em beneficio dos enfermos, dos necessitados e dos inocentes ao desamparo. Para este fim, para que os homens tenham com que fazer o bem aos outros, devemos aprender a recusar a nós mesmos todas as coisas desnecessárias. Como perniciosas à saúde, algumas devem ser abolidas. Como provocadoras de orgulho pecaminoso e ostentação, outras devem ser afastadas. Como meio dê exercício espiritual e educação, a negação de si mesmo ocupa um lugar importante em nossa vida cristã.





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