A Bíblia tem muito a dizer sobre o Deus de Jesus. Digo “o Deus de Jesus” por que muitas pessoas, na pós-modernidade, estão forjando seu próprio Deus. E não é falta de pistas que conduzam ao verdadeiro Deus. Jamais. O Deus da Bíblia é o Deus que se revela, que se faz acessível, que “tira o véu”. O ser humano, portanto, pode conhecê-Lo e servi-Lo prazerosamente. E o que é revelação?
Os teólogos, não raro, dividem a revelação em Geral e Especial, quanto ao tipo, especificam Revelação Ativa e Revelação Passiva.
Revelação Geral: Termo usado para declarar que Deus revela algo sobre sua natureza divina a ordem criada. Essa auto-revelação de Deus por meio da criação é dita geral porque proporciona apenas uma informação “generalizada” ou “indireta sobre Deus, apresentando o fato de que ele existe e é poderoso, (…) e por estar disponível à toda a humanidade”. O Dr. Hernandes Dias Lopes destaca as características fantásticas dessa revelação natural e majestosa! (LOPES, Hernades Dias. A Poderosa Voz de Deus. São Paulo: Hagnos, 2002, ps. 60-62)

Revelação Especial: Revelação divina que é exteriorizada em especial na história da salvação; a mesma tanto expõe a pecaminosa natureza humana quanto exalta a promessa da salvação dada por Deus através de Jesus Cristo. Outros teólogos ainda acrescentam que a Revelação Especial é “pessoal, compreensível, progressiva, registrada e transmitida”. A revelação especial complementa e alicerça o desvendamento da revelação geral. Jesus Cristo e as Escrituras são revelações especiais de Deus à humanidade. O Verbo é a mais sublime revelação de Deus; em Hebreus está escrito: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1: 1, 2). Já as Escrituras, a respeito dele testificam (Jo 5:25). Deus revelou-se exaustivamente nas Escrituras: o Antigo Testamento o mostra em cada um dos seus livros; o Novo Testamento seguiu o mesmo roteiro: o apóstolo Paulo, a título de exemplo, referiu-se a Deus de maneira numerosa e surpreendente: citou-O 548 das 1314 vezes!


Por: José Roberto de Oliveira Chagas
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