Sexo é toda diferença física e constitutiva do homem e da mulher, do macho e da fêmea. A importância deste assunto na formação ética familiar e cristã sadia, e também pelo fato de alguns o chamarem de “bicho-de-sete-cabeças”, torna-se necessário uma abordagem franca e clara sobre o assunto.
Durante séculos, o sexo tem sido encarado e abordado das mais variadas formas, seja por fundadores de religiões as mais exóticas possíveis, como Mani, fundador do maniqueísmo, seja por alguns dos pais da Igreja dos primeiros séculos, como é mostrado a seguir.

Mani – Mani, o fundador do maniqueísmo, no século III, em deliberada atitude de hostilidade com o corpo, o sexo, e a mulher, ensinou que esta é uma criatura do demônio; o homem o é só metade; acima da cintura ele é criatura de Deus, o resto é produto do demônio. A união do homem e da mulher no casamento é, portanto, uma obra do demônio ao quadrado.
Orígenes – Orígenes via o sexo como algo tão pecaminoso que, num imprudente excesso de zelo, chegou a castrar-se.

Agostinho – Agostinho, por sua vez dizia que o ato sexual reabria a ferida espiritual curada por Cristo na cruz, de sorte que o aceitava com extremo rigor apenas no casamento, e que os filhos, resultado do relacionamento sexual, trazem consigo a contaminação e o pecado desse ato.

Jerônimo – Para Jerônimo, um dos eminentes pensadores da igreja dos primeiros séculos, o sexo tem função puramente animal e não há nenhuma relação entre este e amor. Nesta área Jerônimo ensinou ainda que, de Adão até Cristo, prevaleceu o império do sexo. Agora está tudo radicalmente mudado, todo batizado é consagrado a Cristo, vocacionado a uma vida virgem. A virgindade é ideal para o cristão. O casamento é tolerado a contragosto em função da procriação.

Tomás de Aquino – Já Tomás de Aquino, sem dúvida um dos mais respeitáveis doutores da Igreja Cristã, de forma mais moderada, porém revolucionária para sua época, ensinou que o relacionamento sexual é perfeitamente natural para o homem e a mulher, e que o prazer sexual ,ao precisa ser honrado, compensado e dignificado por outros valores, já que em si mesmo não tem nada de mal.

O Cristão e o Sexo


O sexo é um dos relacionamentos interpessoais no qual os indivíduos se engajam. É uma das forças mais poderosas do mundo, porém uma das mais pervertidas. Talvez uma das razões para sua perversão seja seu poder. Se o poder tende a corromper, neste caso um grande poder tende a corromper grandemente. Do outro lado, boa parte do abuso do sexo talvez resulte de um mal entendimento acerca dele. Qual é o ponto de vista cristão, acerca do sexo? O que as Escrituras realmente ensinam acerca da atividade sexual?
Basicamente, a Bíblia diz três coisas acerca do sexo:  (1) o sexo é bom, isto é, lícito (2) o sexo é poderoso, e portanto, (3) o sexo precisa ser controlado. Na realidade, as primeiríssimas referências ao sexo dão a entender todos estes fatores.

A Natureza do Sexo


O sexo é intrinsecamente bom; não é mau. As Escrituras declaram que “Criou Deus, pois o homem à sua imagem… homem e mulher os criou” (Gn 1:17). E depois de acabar: “Viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (v.31). O sexo é lícito. Deus o fez, e dalguma maneira reflete a Sua bondade. Seja qual for a maneira pela qual devamos entender que o sexo é lícito, fica claro que, fundamentalmente, o sexo é lícito porque Deus o fez e o declarou bom.

A Função do Sexo



A função do sexo dentro do casamento é tríplice: a unificação, a recreação, e a procriação. Todos estes papeis demonstram a necessidade da fidelidade conjugal. Sempre que o relacionamento sem igual é quebrado pelas relações sexuais extraconjugais, a pessoa não somente destruiu a união sem igual do casamento como também diminuiu a possibilidade do prazer verdadeiro, sem falar do enfraquecimento da base da estabilidade para quaisquer filhos desta união.

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