Apesar da Teologia ser tratada com menos prezo, por pessoas que não conhecem o suficiente, está claro sua presença e importância  na história do povo de Deus, do Antigo Testamento aos nossos dias. É inegável que sempre houve, ao longo das gerações, preocupação com a capacitação bíblica e teológica das pessoas vocacionadas por Deus. Líderes, profetas, sacerdotes, pregadores carismáticos autônomos, apóstolos, cristãos primitivos, reformadores, dentre outros, via de regra, receberam alguma capacitação no afã de alcançar maior eficiência e eficácia na realização das tarefas designadas por Deus. É,, então injustificável o repudio à Teologia séria, arraigada na Palavra de Deus.

Os teólogos Franklin Ferreira e Alan Myatt esclarecem que desde os tempos dos apóstolos, o estudo da Teologia foi um elemento essencial na vida da Igreja Cristã. Paulo, João e os demais autores do Novo Testamento foram os primeiros teólogos cristãos; os pais da Igreja Primitiva seguiram seus passos, expondo e ensinando as doutrinas bíblicas para alimentar as almas dos fiéis e evangelizara o mundo não-cristão. Logo no início, muitos desafios surgiram, tais como as heresias e seitas, que ameaçavam a jovem Igreja. Muitas vezes novas perguntas surgiam, conduzindo o desenvolvimento doutrinário além das enunciados simples do Novo Testamento. As passagens mais complexas das Escrituras precisaram ser interpretadas e explicadas, para a edificação das santos e para a defesa da fé. O crescimento da fé e da igreja necessitava do contínuo crescimento da Teologia.

Partindo do fato de que a Igreja Primitiva, desde seu nascedouro, reconheceu a importância da capacitação bíblica e teológica, não deve a Igreja Evangélica atual fazer o mesmo?
Sim! São muitas as ameaças, internas e externas, que rondam a Igreja nesses dias conturbados e, sem o domínio pleno da Bíblia e ciências afins, ela talvez seja seduzida pelos numerosos ventos de doutrinas dos movimentos teológico-filosóficos e facções heréticas que grassam na sociedade pós-moderna e, por fim, perca sua identidade e senso de destino e propósito. É inegável, portanto, a necessidade de melhor capacitação bíblica e teológica no meio evangélico.