Texto Áureo
“Porque nos convinha um sumo sacerdotecomo este, santo, inculpável,sem mácula, separado dos pecadorese exaltado acima dos céus.”
(Hb 7.26)
Verdade Prática
Jesus Cristo é o Sumo Sacerdoteperfeito, porque, sendo Ele a Oferta eo Ofertante, garantiu-nos, no Calvário,uma salvação eficaz e eterna.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Cl 2.17
A sombra das coisas futuras
Terça – 1 Tm 2.5
Jesus, o mediador entre Deus e oshomens
Quarta – Hb 8.6
Cristo, o mediador de uma aliançasuperior
Quinta – Hb 7.26
Jesus Cristo, o sacerdote perfeito
Sexta – Ap 21.1-3
O Santuário Celestial
Sábado – Hb 9.12
Jesus nos proveu uma eternaRedenção

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 9.11-15; Apocalipse 21.1-4
Hebreus 9.11-15
11 - Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdotedos bens futuros, por ummaior e mais perfeito tabernáculo,não feito por mãos, isto é, não destacriação,
12 - nem por sangue de bodes e bezerros,mas por seu próprio sangue,entrou uma vez no santuário, havendoefetuado uma eterna redenção.
13 - Porque, se o sangue dos touros ebodes e a cinza de uma novilha, esparzidasobre os imundos, os santificam,quanto à purificação da carne,
14 - quanto mais o sangue de Cristo,que, pelo Espírito eterno, se ofereceua si mesmo imaculado a Deus,purificará a vossa consciência dasobras mortas, para servirdes aoDeus vivo?
15 - E, por isso, é Mediador de umnovo testamento, para que, intervindoa morte para remissão das transgressõesque havia debaixo do primeirotestamento, os chamados recebam apromessa da herança eterna.
Apocalipse 21.1-4
1 - E vi um novo céu e uma novaterra. Porque já o primeiro céu e aprimeira terra passaram, e o mar jánão existe.
2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a novaJerusalém, que de Deus descia do céu,adereçada como uma esposa ataviadapara o seu marido.
3 - E ouvi uma grande voz do céu,que dizia: Eis aqui o tabernáculo deDeus com os homens, pois com eleshabitará, e eles serão o seu povo, e omesmo Deus estará com eles e será oseu Deus.
4 - E Deus limpará de seus olhos todalágrima, e não haverá mais morte,nem pranto, nem clamor, nem dor,porque já as primeiras coisas sãopassadas.

HINOS SUGERIDOS: 106, 219, 365 da Harpa Cristã




OBJETIVO GERAL
Conscientizar de que Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote Perfeito.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cadatópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Expor que o Sacerdócio Celestial tem um único Sumo Sacerdote;
Explicitar o Sacerdócio Universal da Igreja;
Afirmar o Maior e mais Perfeito Tabernáculo.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Assim como Israel teve a experiência da Nuvem de Glória, nós podemoster uma experiência com a glória do Altíssimo por intermédio do seu benditoEspírito. É possível viver uma vida cheia do Espírito Santo de Deus. É possívelter experiências gloriosas com o nosso Deus. Foi o que vimos na lição passada.Tudo isso foi possível porque o Sacerdote Celestial está conosco. Nele, somoso sacerdócio real, o Corpo de Cristo chamado para servir. No Sacerdócio Celestialde Cristo é que está fundamentado o sacerdócio universal dos crentes.Esse é o assunto desta lição.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
O apóstolo Paulo escreveu que asfestas, a dieta e os dias sagrados são“sombras das coisas futuras” (Cl 2.17).O autor aos Hebreus reafirma que a leiera “a sombra dos bens futurose não a imagem exata dascoisas” (Hb 10.1). De tudoo que estudamos até a presentelição, podemos dizerque o Tabernáculo de Israelé um tipo do “TabernáculoCelestial”. E, nesta lição, veremosque Jesus é o Sumo Sacerdote desseTabernáculo Celestial, em que a suaIgreja é o sacerdócio real.

I – O SACERDÓCIO CELESTIAL TEMUM ÚNICO SUMO SACERDOTE
1. Cristo: o Sumo Sacerdote doNovo Testamento.
O ministério do NovoTestamento mostra que, na Igreja, não háe não pode haver uma classe sacerdotalexclusiva, como ocorre no catolicismoromano. Ora, a palavra “sacerdote” nãose aplica a nenhum indivíduo, senão aopróprio Cristo, que se constituiu SumoSacerdote do povo redimido. Na NovaAliança, Cristo é o único mediador entrenós e o Pai Celeste.
2. O sacerdócio coletivo dos cristãos.
Por outro lado, segundo o ensinodo Novo Testamento, todo crente, semdistinção, faz parte do “sacerdócio real”(1 Pe 2.9; Ap 1.6; 5.10). Por meio de JesusCristo, podemos oferecer sacrifíciosespirituais (1 Tm 2.5; 1 Pe 2.5). Acercadisso, o apóstolo Pedro escreveuque os crentes representam umcorpo sacerdotal em JesusCristo (1 Pe 2.9).Em Apocalipse, o apóstoloJoão retoma esse mesmoprincípio: “Aquele quenos ama, e em seu sangue noslavou dos nossos pecados, e nosfez reis e sacerdotes para Deus e seuPai, a ele, poder e glória para todo osempre. Amém” (Ap 1.5,6). O resgatedessa maravilhosa doutrina remonta àReforma Protestante e ao MovimentoPentecostal.
3. Jesus Cristo, o Sumo Sacerdoteno céu.
Atente, querido irmão, para oseguinte versículo: “Ora, a suma doque temos dito é que temos um sumosacerdote tal, que está assentado noscéus à destra do trono da Majestade,ministro do santuário e do verdadeirotabernáculo, o qual o Senhor fundou,e não o homem” (Hb 8.1,2).Este texto revela que Nosso Senhor,o Sumo Sacerdote perfeito, está à destrado Pai, nos céus, e que, de maneirasingular e verdadeira, ministra no TabernáculoCelestial. Isso aconteceu porquea sua obra foi completa e perfeita. Porisso, Ele é o nosso mediador, advogadoe intercessor. Ele proveu para nós umconcerto melhor (Hb 8.6).

SÍNTESE DO TÓPICO I
Jesus é o Sumo Sacerdote do NovoTestamento, e os cristãos são seussacerdotes.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Chegamos ao final de mais um trimestre.Antes de iniciar a aula, separe umtempo para fazer uma revisão panorâmicado trimestre. É importante que você façaum pequeno resumo das 12 lições. Lembre-se de que esse o período de revisão,junto ao conteúdo novo, garante o processode ensino-aprendizagem. Enfatizamosaqui ser necessário a cada lição que oaluno tenha a noção do todo do trimestre.Mostre a ele que as lições estão ordenadaslogicamente. Assim, você pode iniciar aúltima lição trimestral.

II – O SACERDÓCIO UNIVERSALDA IGREJA
1. Uma doutrina bíblica fundamentadana pedra que é Cristo.
Aolongo da Escritura, encontramos váriasporções a respeito da “pedra” que éCristo (Is 28.16; Sl 118.22; Is 8.14). NoNovo Testamento, por exemplo, vemostanto o apóstolo Paulo quanto Pedrocitarem Isaías 28.16. Ambos afirmam,mediante o Espírito Santo, que Cristo é a“pedra”. Em Efésios 2.20 está ratificadoque Jesus Cristo é a principal pedra daesquina. Assim, podemos afirmar queo sacerdócio universal dos crentes, emprimeiro lugar, está fundamentado napedra que é Cristo Jesus, nosso SumoSacerdote.
2. Distinguindo “a pedra”, que éCristo, de “pedras vivas” que são oscrentes.
Se Cristo é a principal pedrade esquina, os crentes são as pedrasvivas constituídas no grande edifício(1 Pe 2.4). Todos os membros da Igrejade Cristo são pedras vivas edificadassobre a Pedra Angular – Jesus, o Cordeirode Deus.Essa metáfora bíblica ilustra adoutrina fundamental do sacerdóciouniversal dos crentes. Deus nos vêcomo sacerdotes, ministrando emsua presença. Somos ministros de umtemplo espiritual. E cada “pedra viva”constitui esse edifício.Por isso, você é chamado para serum sacerdote nestes dias difíceis. Essaescolha foi feita no Calvário, medianteo sacrifício apresentado pelo Sumo SacerdotePerfeito. Portanto, os requisitospara a escolha desse ofício não estãobaseados na etnia ou em qualquer outradistinção humana; mas na graça deDeus, por meio da fé em Cristo Jesus (Ef2.8). Como sacerdotes de Cristo, temosacesso ao trono da graça.

SÍNTESE DO TÓPICO II
O Sacerdócio Universal da Igreja éuma doutrina bíblica fundamental.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Na adoração pentecostal, mormenteatravés da manifestação de todosos dons do Espírito, transcendemos arotinização que tão facilmente ocorreem nossa vida. Nossas tendências àracionalização devem ser contrabalançadaspor encontros genuínos com Deusque nos deixam ministrar no Espírito.Nessa arena da ‘transcendência vividana prática’, conhecemos o Bom Pastor,e alcançamos intimidade com Ele, poissua própria natureza é da interação coma sua criação, e leva-nos em direçãoaos seus propósitos no ministério dareconciliação.A comunidade pentecostal, naadoração, está, na realidade, envolvendo-se num ministério a Deus, porreconhecer a sua soberania sobreo Universo. Através do batismo noEspírito Santo e do envolvimentocontínuo no falar noutras línguas,os pentecostais participam de umaatividade de adoração que edificaos alicerces de um ministério cristocêntrico”(HORTON, M. Horton (Ed.).Teologia Sistemática: Uma PerspectivaPentecostal. Rio de Janeiro: CPAD,2018, p.599).

III – O MAIOR E MAIS PERFEITOTABERNÁCULO
1. O santuário terrestre.
No santuárioterrestre, o Tabernáculo, asatividades litúrgicas eram executadasem três lugares: o Pátio (Átrio), o LugarSanto e o Lugar Santíssimo. O Pátioera descoberto, mas o Lugar Santoe o Lugar Santíssimo achavam-secobertos. A mobília que compunhao Lugar Santo era constituída doCastiçal de Ouro, da Mesa dos Pãesda Proposição e do Altar de Incenso.Toda essa imagem tem uma relaçãoespecial com o ministério sacerdotalde Jesus Cristo no Santuário Celestial(Jo 6.35; 17.1-26; Hb 7.25).
2. O santuário celestial.
Esse santuáriopode ser identificado com oTabernáculo que não foi feito por mãoshumanas (Hb 9.11). É o lugar onde Deushabitará com os homens para sempre(Ap 21.3). Cristo Jesus garantiu-nos essabênção quando, na consumação de seusacrifício, o véu do templo rasgou-sede alto a baixo. Assim, o caminho para oTabernáculo Celestial foi aberto; nossoacesso já está garantido.
3. O sacrifício perfeito de Cristo.
A Palavra de Deus mostra que o sacrifíciode Jesus Cristo foi suficientee eterno (Hb 9.24). Não era precisopassar repetidamente pelo Calváriopara garantir-nos a redenção eterna.Bastou um único sacrifício!Diferentemente do sacrifício antigo,que era parcial, o de Cristo foidefinitivo e perfeito. A Bíblia declaraque Nosso Senhor, “na consumação dosséculos, uma vez se manifestou, paraaniquilar o pecado pelo sacrifício desi mesmo” (Hb 9.26). Que mensagemmaravilhosa! Que palavra consoladora!

SÍNTESE DO TÓPICO III
O santuário terrestre apontavapara o celestial em que o sacrifíciode Cristo é perfeito.

SUBSÍDIO DE VIDA CRISTÃ
“O FundamentoSe desejamos progredir na vidacom Deus, temos de ter um fundamentogenuíno. Não há outro fundamento,exceto o fundamento da fé. Todos osnossos movimentos e todas as coisasque nos chegam – que tenham algumaimportância –, acontecerão porque estamossobre uma rocha. Se você está naRocha, nenhum poder pode movê-lo. Anecessidade hoje é que nossa fé estejafirmada na Rocha.Sua fé tem de ter algo em que sefirmar.Se você construir sobre qualqueroutro fundamento que não seja sobre aPalavra de Deus – em imaginações, emsentimentalismos, em alguma alegriaespecial ou qualquer outro tipo deemoção –, não significará nada paravocê sem o fundamento da Palavrade Deus” (WIGGLESWORTH, Smith.Devocional. Série: Clássicos do MovimentoPentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 2003, p.96).

CONCLUSÃO
Uma vez que o Tabernáculo mosaicopassou, temos agora um santuáriomaior, um sacrifício suficiente e umasalvação definitiva. Na Aliança Antiga,as pessoas comuns não tinham acessodireto ao Santo dos Santos; na NovaAliança, qualquer pessoa, independentede etnia ou classe, mediante Cristo Jesus,pode entrar na presença de Deuspelo novo e vivo caminho (Hb 10.20).

PARA REFLETIR
A respeito da lição “O Sacerdócio Celestial”, responda:
• A quem se refere a palavra “sacerdote” no Novo Testamento?
A palavra “sacerdote” não se aplica a nenhum indivíduo, senão ao próprioCristo, que se constituiu Sumo Sacerdote do povo redimido.
• O que o texto de Hebreus 8.1,2 revela?
Ele revela que Nosso Senhor, o Sumo Sacerdote perfeito, está à destra doPai, nos céus, e que, de maneira singular e verdadeira, ministra no TabernáculoCelestial.
• De acordo com Paulo e Pedro quem é a pedra?
Ambos os apóstolos afirmam, mediante o Espírito Santo, que Cristo é a“pedra”.
• Se Cristo é a pedra de esquina, o que são os crentes?
Se Cristo é a principal pedra de esquina, os crentes são as pedras vivasconstituídas no grande edifício (1 Pe 2.4).
• Foi preciso haver mais de um Calvário? Justifique a sua resposta.
Não. A Palavra de Deus mostra que o sacrifício de Jesus Cristo foi suficientee eterno (Hb 9.24).

CONSULTE
Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 78, p. 42. Você encontrará mais subsídiospara enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.


Lições do 2º trimestre de 2019 – Elienai Cabral

Elienai Cabral


Avatar Elienai Cabral é Pastor, conferencista, teólogo, membro da Casa de Letras Emílio Conde, comentarista de Lições Bíblicas da CPAD e membro do Conselho Administrativo da CPAD. Autor dos livros “Comentário Bíblico de Efésios”, “Mordomia Cristã”, “A Defesa do Apostolado de Paulo – Estudo na Segunda Carta aos Coríntios”, “Comentário Bíblico de Romanos”, “A Síndrome do Canto do Galo”, “Josué – Um líder que fez diferença”, “Parábolas de Jesus” e “O Pregador Eficaz”.

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