Texto Áureo
“Escrevo-te estas coisas [...] para quesaibas como convém andar na casade Deus, que é a igreja do Deus vivo,a coluna e firmeza da verdade.”
(1 Tm 3.14,15)
Verdade Prática
O cristão deve valorizar a igreja localcomo ambiente de adoração, comunhãoe serviço ao Reino de Deus.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Mt 16.18
Jesus edifica a sua Igreja
Terça – At 12.5
Uma igreja de oração
Quarta – Rm 16.5
A igreja em casa
Quinta – 1 Co 4.17
Igreja, lugar de ensino
Sexta – 1 Co 14.12
Igreja, lugar de edificação
Sábado – Ef 1.22
Jesus, o Cabeça da Igreja
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 9.31; 1 Coríntios 1.1,2; Hebreus 10.24,25
Atos 9
31 - Assim, pois, as igrejas em toda aJudéia, e Galileia, e Samaria tinham paze eram edificadas; e se multiplicavam,andando no temor do Senhor e naconsolação do Espírito Santo.
1 Coríntios 1
1 - Paulo (chamado apóstolo de JesusCristo, pela vontade de Deus) e o irmãoSóstenes,
2 - à igreja de Deus que está em Corinto,aos santificados em Cristo Jesus,chamados santos, com todos os queem todo lugar invocam o nome denosso Senhor Jesus Cristo, Senhordeles e nosso.
Hebreus 10
24 - E consideremo-nos uns aos outros,para nos estimularmos ao amor e àsboas obras,
25 - não deixando a nossa congregação,como é costume de alguns; antes,admoestando-nos uns aos outros; etanto mais quanto vedes que se vaiaproximando aquele Dia.

HINOS SUGERIDOS: 53, 376, 530 da Harpa Cristã




OBJETIVO GERAL
Expor que a igreja local é um ambiente de adoração, comunhão e serviço.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cadatópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Apresentar a mordomia dos bens espirituais;
Refletir sobre a mordomia da ação social da Igreja;
Conscientizar acerca da mordomia dos crentes na igreja local.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Já se perguntou a respeito de quem a igreja local é constituída? Uma perguntasempre é especial para o início de uma reflexão. A nossa, nesta lição, ésobre a igreja local. Essa igreja, amada por muitos, mas “odiada” por outros.Há quem pense que se pode amar Cristo, mas não a sua Igreja. Uma das coisasmais significativas no Novo Testamento, a partir do ministério dos apóstolos,era o amor deles pela Igreja. Esse amor só foi possível por causa do exemplomaior de Jesus Cristo, o fundador da Igreja. Nesta lição, queremos que vocêseja encorajado a amar a Igreja, a servi-la e a defendê-la.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A igreja local é formada por pessoasque se reúnem para adorar, congregar eservir a Deus. Nesta lição, refletiremossobre as nossas responsabilidades quantoao lugar no qual desenvolvemos nossacomunhão com o Pai Celeste e com osirmãos em Cristo. Que o EspíritoSanto nos guie neste estudo!

I – A MORDOMIA DOSBENS ESPIRITUAIS
1. A mordomia e a valorizaçãoda Palavra de Deus.
Aolongo dos séculos, Deus confiou aproclamação de sua Palavra aos seusseguidores. Há mais de 1490 anos antesde Cristo, Deus falou com e por meio deMoisés (Êx 3.1-22; 17.14). Tempos depois,falou por intermédio de outros profetasa partir de Samuel até Malaquias. E, nosúltimos dias, revelou-se através de seuFilho, Jesus Cristo (Hb 1.1).Hoje, pastores, evangelistas, discipuladorese professores da EscolaDominical são os mordomos que cuidamda evangelização e do discipulado nasigrejas locais. Por isso, todos devemzelar pela Palavra de Deus, lendo-a,estudando-a em profundidade e realçandoo seu inestimável e infinito valor.Espera-se que, na liturgia do cultocristão, a Palavra de Deus tenha a primazia(Sl 119.11). Num culto, a pregação e oensino da Bíblia Sagrada deve ter toda aprioridade. Se a mordomia da Palavra fornegligenciada, os prejuízos espirituaisda congregação serão grandes e, àsvezes, irremediáveis.

2. A mordomia na evangelizaçãoe no discipulado.
Uma das melhores formasde se exercer a mordomia daPalavra de Deus é evangelizartodos os tipos de pessoas (Mc16.15,16). De acordo com essademanda, a Palavra de Deus deve serproclamada “a tempo e fora de tempo”(2 Tm 4.2). Somente ela pode transformaro interior das pessoas.Todavia, paralelo à evangelização,deve ocorrer o discipulado eficaz (Mt28.19), que é a mordomia da Palavraexercida de maneira pessoal no curto,médio e longo prazos. Sem discipuladonão há aprofundamento da fé, perseverança,fidelidade e maturidade cristã.Isso é o que as estatísticas missionáriasrevelam. Onde há real discipulado, amaior parte das pessoas permanece emCristo. Mas, quando o discipulado é ignorado,esse dado cai vertiginosamente.

3. A mordomia no uso dos donsespirituais.
Os dons espirituais sãoconcedidos por Deus para dar poder eunção à Igreja. Eles confirmam a pregaçãoda Palavra, a fim de glorificar a Cristo.A Bíblia mostra que os dons espirituaisforam confiados unicamente à Igreja, ouseja, aos salvos: “Cada um administreaos outros o dom como o recebeu, comobons despenseiros da multiforme graçade Deus” (1 Pe 4.10 – grifo meu).Na Bíblia há orientação para o usocorreto dos dons espirituais (1 Co 14.40).Por esse motivo, certas práticas estranhasao Movimento Pentecostal não devemser estimuladas nem toleradas no cultopúblico, tais como marchar, pular, rodopiarao som de batidas, correr de um lado paraoutro, sapatear, fazer “aviõezinhos” etc.Segundo a Bíblia, isso é meninice, imaturidadee, muitas vezes, revela apenascarnalidade e infantilidade (1 Co 3.1).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A mordomia dos bens espirituaisenvolve a valorização da Palavra deDeus, a evangelização, o discipuladoe o uso dos dons espirituais.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Quantos minutos você gasta pordia para ler a Bíblia e orar? Quantasvezes na semana você evangeliza umapessoa? Você acompanha algum novoconvertido na sua igreja local? Vocêse preocupa com o exercício dos donsespirituais na sua igreja? Você temalgum dom espiritual?Essas são algumas perguntas quesugerimos para o início da exposiçãodeste primeiro tópico. A ideia é que a classe pense com seriedade acercadessa disciplina indispensável ao crente.O que permeia essas perguntas é encontradona vida de muitos cristãos santosque gastaram suas vidas para ler a Bíblia,orar, evangelizar, discipular, exercer osdons espirituais: mordomia espiritual.Assim, estimule seus alunos a seguir osexemplos desses servos abnegados.

II – A MORDOMIA DA AÇÃO SOCIALDA IGREJA
1. A assistência social no AntigoTestamento.
No Antigo Testamento,encontramos o fundamento para a obrade assistência social:
1.1. Nos salmos.
Davi, homem deDeus, analisando a situação do próximo,afirmou: “Fui moço, e agora sou velho,mas nunca vi desamparado o justo, nema sua descendência a mendigar o pão”(Sl 37.25). Certamente, já com idadeavançada, o salmista podia concluir queo “Jeová Jiré” não desampara jamaisaqueles que o servem (Sl 82.3,4).
1.2. Nos provérbios.
O sábio escreveu:“Informa-se o justo da causa dopobre, mas o ímpio não compreendeisso” (Pv 29.7). O texto mostra que nãopodemos nos omitir quanto à necessidadede nossos irmãos.
1.3. Nos profetas.
Isaías, o profetamessiânico, clamou pelos necessitados(Is 1.17). Jeremias, o “profeta das lágrimas”,falou em defesa dos oprimidos (Jr22.3). O profeta Ezequiel não deixou decontribuir, protestando contra Jerusalém,pela sua omissão em atender aos pobres(Ez 16.49). Zacarias foi usado por Deus deigual modo para exortar sobre o cuidadocom os necessitados, incluindo órfãos,viúvas e estrangeiros (Zc 7.9,10).

2. Assistência social no Novo Testamento.
Aqui também encontramosfundamentos para a obra de assistênciasocial:
2.1. Nos Evangelhos.
Jesus, em seuministério, multiplicou pães e peixesduas vezes para alimentar as multidões(Mt 14.13-21; Mt 15.29-39). Isso indicaque Jesus deu muita importância ànecessidade de socorrer os famintos.Assim, na igreja local, os cristãos têmo privilégio de prover o alimento necessáriopara aqueles que necessitamdo pão cotidiano.
2.2. Nos Atos dos Apóstolos.
Os diáconosforam escolhidos para cuidar daassistência social da igreja. Tal trabalhofoi considerado pelos apóstolos um“importante negócio” (At 6.1-6). Dentreas características da Igreja Primitiva,vemos que os crentes “tinham tudoem comum” (At 2.44,45).
2.3. Nas Epístolas.
O apóstolo Paulo,ensinando sobre os dons, dá ênfaseao ministério de socorro aos pobres ecarentes (Rm 12.8). O apóstolo Tiago,de início, em sua carta, já afirma que averdadeira religião é visitar os órfãos eas viúvas e guardar-se da corrupção (Tg1.27), pois “a fé sem as obras é mortaem si mesma” (Tg 2.17).

3. Agindo para glória de Deus eo alívio do próximo.
Não precisamos,portanto, do Socialismo, ou do Marxismo,ou da Teologia da Libertação (braçoauxiliar do marxismo que dessacralizao evangelho e politiza o Reino de Deus)para acolher e cuidar dos necessitados.Os representantes dessas ideologiasusam um ideal supostamente nobre paraescravizar pessoas e perpetuarem-se nopoder. Infelizmente, o nosso país, bemcomo toda a América Latina, é vítimadessa ideologia nefasta.O fundamento da igreja local paraa prática social está nos salmistas, nosprofetas, em Cristo e nos apóstolos, ou seja, em toda a Bíblia. A Igreja de Cristodeve socorrer os menos favorecidosporque o amor de Deus está em nós,e, portanto, devemos amar o nossosemelhante (Mc 12.30,31; cf. Gl 2.10).Que estrutura as igrejas locais têmpara atender os novos convertidos quese acham entre certos grupos: prostitutas,moradores de rua, drogados, famintos,deficientes e deprimidos? É preciso,à luz do exemplo do nosso Salvador, edentro das nossas possibilidades (Ec9.10), estruturar o mínimo de condiçõespara resgatar tais segmentos. Sejamoszelosos na mordomia da ação social!

SÍNTESE DO TÓPICO II
A ação social no Antigo Testamentotem base nos livros dos Salmos,Provérbios e profetas; no Novo, nosevangelhos, nos Atos dos Apóstolose nas epístolas.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
Diakonia(‘Serviço’, ‘ministério’).São os esforços no serviço a Cristo quecontinuam o ministério encarnacionalque realizou e que nos ajuda a realizar.O caráter desse ministério é servir;não imita o padrão da autoridade oudo propósito que este mundo impõe.A essência do ministério tem sidoexemplificada por Cristo de uma vezpara sempre (Mc 10.45) e, como consequência,servimos a Cristo por meio deservir à criação que está debaixo doseu senhorio.A dimensão de serviço no ministérioleva-nos, além de divulgar asboas-novas com denodo e coragem,a participar do desejo de Deus que éalcançar de modo prático os marginalizadosda sociedade. As pessoas quenão têm ninguém para pleitear a suacausa, e que se encontram desconsideradase abandonadas, também foramcriadas à imagem de Deus. A Igreja,revestida pelo poder do Espírito, teráde passar das palavras para ações sequer ver realizados os propósitos deDeus. Não poderá haver maneira defugir deste fato: se vamos realmenteservir no ministério continuado deJesus Cristo, esse serviço deverá seguiro exemplo do seu ministério” (HORTON,M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática:Uma Perspectiva Pentecostal. Rio deJaneiro: CPAD, 2018, p.604).

III – A MORDOMIA DOS CRENTES NAIGREJA LOCAL
1. Em primeiro lugar é precisocongregar.
É notório o crescimentodos “desigrejados”. Não temos espaçoaqui para entrar em detalhes sobre ofenômeno. Entretanto, um dos maioresperigos deste movimento é esta falsaideia: já que a “igreja sou eu”, nãopreciso frequentar os cultos regulares,nem ser membro de uma igreja local.Ora, não é isso o que a Bíblia ensina,mas exatamente o contrário: “nãodeixando a nossa congregação, comoé costume de alguns” (Hb 10.25). Quersua igreja local seja grande, quer sejapequena, ou um ponto de pregação, alegre-se em orar com os irmãos, participarda ceia do Senhor, ouvir a Palavra deDeus, compartilhar os dons espirituaise assistir aos mais necessitados. Tenhaa alegria de congregar! Ame a Cristo,o cabeça; mas ame também a Igreja, oseu corpo.
2. Líderes cristãos como mordomos.
Os pastores das igrejas locais,como mordomos cristãos, têm granderesponsabilidade diante de Deus pelasalmas que lhe são confiadas. Essaresponsabilidade está amparada nopróprio exemplo de Jesus. Nosso Senhorensina-nos como cuidar das almas queo Pai nos confiou. Ele lavou os pés aosdiscípulos, e ensinou: “Entendeis o quevos tenho feito? [...] Porque eu vos deio exemplo, para que, como eu vos fiz,façais vós também” (Jo 13.12,15 – grifomeu). Aqui, está claro que nenhum líderdeve comportar-se como “maior queos outros”, inacessíveis aos humildesservos do Senhor, mas todos devemfazer parte da “irmandade da bacia eda toalha”. Essa perspectiva conscienteda liderança evangélica é o mais eficazantídoto contra o orgulho.
3. A mordomia dos membros econgregados.
Numa igreja local, alémdos líderes terem uma responsabilidadeespecífica, o membro do Corpo deCristo deve ser útil à Obra do Senhor,exercendo a mordomia do Reino de Deusconforme a sua capacidade. Orando,louvando, testemunhando, evangelizando,visitando enfermos e afastados,liderando departamentos e realizandooutras atividades. É preciso trabalhar“enquanto é dia” (Jo 9.4).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A mordomia dos crentes na igrejalocal leva em conta a necessidade decongregar, os líderes e também os membroscomo mordomos do Reino de Deus.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Há várias passagens no Novo Testamentonas quais podemos ver uma descri ção clara do que significa ser membro daigreja. Uma das seções mais volumosasestá em 1 Coríntios 12 a 14. Em 1 Coríntios12, Paulo explica a metáfora da igrejacomo um corpo com muitos membros.Em 1 Coríntios 13, ele estabelece o amorcomo a atitude e a ação centrais que todosos membros devem ter. E em 1 Coríntios14, ele se volta à igreja em Corinto, cujavisão a respeito do conceito de membresiaestá equivocada.Alguns líderes e membros daigreja entendem o conceito demembresia como um conceito organizacionalou ligado à administração.Por isso, eles refutam a ideia de quesua visão seja antibíblica. Contudo,o conceito de membresia é extremamentebíblico. A Bíblia explica‘membros’ de um modo diferente dacultura secular. Por exemplo, observeo termo em 1 Coríntios 12.27,28: ‘Ora, vós sois o corpo de Cristo e seusmembros em particular. E a uns pôsDeus na igreja...’.Você percebe a diferença? Osmembros de uma igreja compõem otodo e são partes essenciais do todo[...]” (RAINER, Thom S. Eu Sou Membrode Igreja: Descobrindo a atitude quefaz a diferença. Rio de Janeiro: CPAD,2018, p.25).

CONCLUSÃO
A mordomia na igreja local abrangemuitas tarefas. Precisamos saber a nossavocação e perseverar nela para servirmelhor ao Senhor e à sua Igreja. É umgrande privilégio servir a Deus com osdons que Ele nos deu. Portanto, seja ummordomo fiel na igreja em que vocêcongrega. Ame a Deus, ame ao próximo,ame à igreja e congregue com alegria.Valorize a igreja local.

PARA REFLETIR
A respeito de “A Mordomia da Igreja Local”,responda:
• Quem são os mordomos da Palavra de Deus, hoje?
Pastores, evangelistas, discipuladores e professores da Escola Dominical.
• Qual a melhor maneira de se exercer a mordomia da Palavra de Deus?
Uma das melhores formas de exercer a mordomia da Palavra de Deus éevangelizar todos tipos de pessoas (Mc 16.15,16).
• A quem foi confiada a grande mordomia dos dons espirituais?
A Bíblia mostra que os dons espirituais foram confiados unicamente à Igrejade Cristo, ou seja, aos salvos.
• Em que está o fundamento para a nossa prática social?
O nosso fundamento para a prática social está nos salmistas, nos profetas,em Cristo e nos apóstolos, ou seja, na Bíblia.
• Que grande lição Jesus deu aos apóstolos sobre a humildade?
Ele lavou os pés dos discípulos de maneira humilde.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 79, p.38. Você encontrará mais subsídiospara enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.



Lições do 3º trimestre de 2019 – Elinaldo Renovato

Elinaldo Renovato


Avatar O comentarista do trimestre é o pastor Elinaldo Renovato de Lima, líder da Assembleia de Deus em Parnamirim (RN), escritor, conferencista na área de família, professor universitário, bacharel em Ciências Econômicas, mestre em Administração, especialista em Economia Internacional e Administração Universitária, bacharel em Teologia e mestre em Ciências da Religião; e também 1º vice-presidente da Convenção Estadual de Ministros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte (CEMADERN).