3º Trimestre de 1993

Título: Avivamento — Uma necessidade nos dias atuais

Comentarista: Eurico Bergstén

  

Lição 1: Daniel ora por um despertamento

Data: 4 de Julho de 1993

 

TEXTO ÁUREO

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis: a oração feita por um Justo pode multo em seus efeitos” (Tg 5.16).

 

VERDADE PRÁTICA

O crente dedicado à oração pode exercer influência no Céu, na Terra e até sobre os poderes malignos.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Lc 11.5-13 - A certeza do atendimento à oração 

Terça — Dt 9.8-21 - A oração de Moisés pelo povo 

Quarta — 2Sm 7.18-29 - Davi ora para edificar o templo 

Quinta — 1Rs 8.22-61 - A comovente oração de Salomão 

Sexta — Ef 3.14-21 - A oração de Paulo pelos Efésios 

Sábado — Hc 3.1-19 - Habacuque ora pelo livramento

 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Daniel 9.1-3; 6.10; 2.17-19; Esdras 1.1-5.

 

Daniel 9

1 — No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,

2 — No ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.

3 — E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e rogos, com jejum, e saco e cinza.

 

Daniel 6

10 — Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.

 

Daniel 2

17 — Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Ananias, Misael e Azarias, seus companheiros.

18 — Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, com o resto dos sábios de Babilônia.

19 — Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite. Então Daniel louvou o Deus do céu.

 

Esdras 1

1 — No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias) despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

2 — Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.

3 — Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.

4 — E todo aquele que ficar em alguns lugares em que andar peregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, e com ouro, e com fazenda, e com gados, afora as dádivas voluntárias para a casa do Senhor, que habita em Jerusalém.

5 — Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém.

 

OBJETIVOS

I. Mostrar que a oração é indispensável à vida do povo de Deus.

II. Levar os alunos a terem uma comunhão mais íntima com o Senhor Jesus através da oração.

 

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA LIÇÃO

 

A vida de Daniel é pontilhada de orações. Do ingresso na corte babilônica à mais avançada idade, procurava sempre manter uma estreita comunhão com o Todo-poderoso. E foi por intermédio de suas orações, que os judeus tomaram alento para apossar-se das promessas de um rápido retorno à terra de Israel.

Se tivermos uma vida de oração, poderemos, de igual modo, mover o coração de Deus. E em breve, desfrutaremos de um grande reavivamento. Que o Senhor nos ajude.

 

MOTIVAÇÃO

Como introdução à aula de hoje, mostre aos alunos que a oração jamais esteve ausente da vida do povo de Deus. Dos tempos do Velho Testamento aos dias de hoje, os santos estiveram sempre conscientes desta grande verdade: sem oração não pode haver comunhão com o Senhor. Fale à classe acerca das orações registradas nas páginas da Bíblia.

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Os crentes fiéis brilham como a luz (Mt 5.15) e resplandecem no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp 2.15). Assim era Daniel. Quando no ano 606 a.C. fora levado cativo para a Babilônia (Dn 1.1-4,6) era ainda muito jovem, tinha cerca de 15 anos. Muitos anos depois, Daniel gozava de elevado conceito no reino da Babilônia.

  

I. DANIEL FOI DESPERTADO PARA ORAR

Ao ler o profeta Jeremias (Jr 29.10) ele observou que os 70 anos de cativeiro na Babilônia estavam para findar. Todavia ainda não era possível notar qualquer sinal de que alguma coisa estivesse acontecendo na direção de uma mudança radical (Dn 9.2).

Assim, Daniel começou a orar com jejum, cobrindo-se de saco e cinza, em sinal de profunda tristeza (Dn 9.1-3) e orou com perseverança.

1. Daniel vivia uma vida consagrada a Deus. Isto dava-lhe condições de orar. A Bíblia diz: “A oração do reto é o seu contentamento” (Pv 15.8) e “Ele escuta a oração do justo” (Pv 15.29). Daniel não se misturou com o paganismo, e vivia conforme a sua consciência, no temor do Senhor. Daniel é considerado como um exemplo e um modelo para os crentes de todos os tempos (Dn 1.8).

2. A estatura espiritual de Daniel capacitava-o para enfrentar verdadeiros combates em oração. Muitos crentes não conseguem servir de ajuda decisiva com as suas orações, porque nunca chegaram a experimentar o que significa combater em oração, o que significa perseverar firmemente em oração (Rm 12.12; Fp 1.30; Cl 2.1). Somente “visitam” de vez em quando um culto de oração. Daniel, porém, tinha por hábito orar três vezes ao dia (Dn 6.10). Quando sua própria vida, bem como a de seus amigos e a de todos os sábios da Babilônia, estava em perigo, Daniel alcançou livramento e vitória através da oração (Dn 2.18-20). Daniel era, portanto, experiente na vida de oração.

3. Coincidindo com o período de oração de Daniel, profundas mudanças estavam para acontecer na Babilônia. O reino da Babilônia estava em guerra com os medos e persas. O rei da Babilônia era na época Nabonido. Seu filho Belsazar estava na capital, a cidade da Babilônia, cuidando dos assuntos administrativos do governo. Belsazar organizou uma festa para seus grandes. Estando já embriagado, mandou trazer os vasos sagrados que o rei Nabucodonosor havia trazido do templo de Deus em Jerusalém, e havia colocado no templo pagão da Babilônia. Ele e todos os seus convidados beberam vinho nestes vasos santos (Dn 5.2-4).

Houve então uma intervenção divina. O rei viu que dedos de mão de homem escreviam na parede, defronte do castiçal (Dn 5.5). Acabou-se a alegria da festa. Os joelhos do rei tremiam. Sábios e astrólogos não puderam interpretar a mensagem escrita na parede. Finalmente Daniel foi introduzido na festa (Dn 5.13) e interpretou o texto escrito na parede. Entre outras coisas estava escrito: “Dividido foi o teu reino, e deu-se aos medos e aos persas” (Dn 5.28).

“Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus” (Dn 5.30).

  

II. A RESPOSTA ÀS ORAÇÕES DE DANIEL

Daniel havia orado, lembrando a promessa de Deus registrada pelo profeta Jeremias: “Vos visitarei e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tomando-vos a trazer a este lugar” (Jr 29.10).

Com a queda do reino babilônico, e com o início do governo do rei Ciro, as coisas evoluíram com muita rapidez, deixando todos surpreendidos e admirados.

1. A Bíblia relata o que realmente aconteceu. “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias) despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor dos céus me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém” (Ed 1.1-3).

2. Conforme esta declaração de Ciro, estava cumprida a promessa divina dada através do profeta Jeremias. Mas tudo foi como diz a Bíblia: “Tudo muito mais abundantemente além do que pedimos ou pensamos” (Ef 3.20). Vejamos, pois, o que estava para acontecer:

a. Todos os judeus seriam liberados para voltarem a Judá, caso quisessem (Ed 1.3).

b. Receberam permissão para reedificar o templo.

c. Todas as despesas da construção do templo poderiam ser tiradas dos tributos de além do rio.

d. Os vasos sagrados deveriam ser entregues aos cuidados de Zorobabel, nomeado governador dos judeus pelo rei Ciro, para serem transportados de volta para Jerusalém (Ed 1.7).

  

III. O RESULTADO DE UM DESPERTAMENTO PROVENIENTE DE DEUS

1. O rei Ciro foi despertado em seu espírito. “Despertou o Senhor o espírito do rei Ciro” (Ed 1.1). Talvez por meio de seu contato com Daniel é que Ciro veio a conhecer a Deus, e talvez até mesmo O adorasse. Ciro teve uma experiência pessoal com Deus no seu coração, e passou a compreender as realidades de Deus que ele antes ignorava.

a. Ciro passou a ver a Deus como o SENHOR DOS CÉUS (Ed 1.2). O grande rei Nabucodonosor demorou a aprender esta lição (Dn 4.30-37). Cada despertamento verdadeiro faz com que o homem veja a majestade de Deus, sentindo a sua própria pequenez, o seu pecado e a sua baixeza. Saulo assolava, perseguia, fazia e desfazia, mas quando se encontrou com Jesus, no caminho de Damasco, caiu por terra e apenas pôde perguntar: “Quem és Senhor?” (At 9.5). A Bíblia diz que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor se não for pelo Espírito Santo (1Co 12.3).

b. Ciro teve uma experiência com Deus que é Santo. Os vasos sagrados haviam sido roubados do templo de Jerusalém, por Nabucodonosor, e guardados no templo pagão da Babilônia (2Cr 36.18). Ciro era agora o responsável por eles, e mesmo sendo esses vasos muito valiosos, ele queria voluntariamente devolvê-los (Ed 1.7-11).

Assim acontece sempre em cada despertamento verdadeiro. Quando Zaqueu teve seu encontro com Jesus, quis devolver o que havia ganho com usura (Lc 19.8).

2. O rei Ciro recebeu bênçãos espirituais. O profeta Isaías, 200 anos antes, profetizou acerca de Ciro chamando-o de “ungido do Senhor” (Is 45.1). Isto nos permite entender que o Espírito Santo deve ter-lhe proporcionado alguma bênção espiritual. Cada despertamento traz bênçãos para o coração do crente.

 

QUESTIONÁRIO

1. Com quantos anos aproximadamente foi Daniel levado a Babilônia?

Com aproximadamente 15 anos de idade.

2. Que escritura profética levou Daniel a orar e a jejuar?

Jeremias 29.10.

3. O que esta escritura dizia?

A escritura profética dizia estar chegando ao fim o cativeiro dos judeus.

4. O que aconteceu no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia?

O Senhor despertou o coração deste rei em favor do povo de Judá, favorecendo o retorno deste à Terra Prometida.

5. Quantos judeus apresentaram-se como voluntários para o retomo à terra de Israel?

Aproximadamente cinquenta mil judeus.

 

SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR

SUBSÍDIO CRONOLÓGICO

Daniel foi levado a Babilônia por volta do ano 596 a.C. Segundo a cronologia bíblica, no ano de 538 a.C., o profeta ainda se encontrava na corte da Mesopotâmia. Foi entre ambas as datas que ele exerceu o ministério profético.

  

SUBSÍDIO HISTÓRICO

Depois da cisão do Reino de Israel, ocorrida em 931 a.C., os israelitas foram perdendo a visão de sua missão sacerdotal. Adotaram deuses e costumes cananeus, quebrantaram a Lei de Moisés, e levaram os gentios a blasfemarem do nome de Jeová. Não obstante a repreensão dos profetas, os filhos de Jacó porfiaram em trilhar aquele caminho maligno. Por isto, o Senhor resolveu entregá-los nas mãos dos gentios.

Em 722 a.C., vieram os assírios e acabaram com o Reino do Norte. Dispersaram as dez tribos e, estas, até o dia de hoje, ainda se encontram nos mais distantes rincões do planeta. Em 586 a.C., foi a vez do Reino de Judá. Os babilônios, comandados por Nabucodonosor, subjugaram Judá, destruíram Jerusalém e arrasaram o Santo Templo. Foi a primeira grande tragédia sofrida pelos judeus. Até o dia de hoje, eles se lembram da desdita do santuário construído por Salomão. De acordo com os teólogos, foi exatamente neste ano que teve início o tempo dos gentios.

Quando da destruição de Jerusalém, o profeta Daniel já se encontrava em Babilônia: para lá fora levado há aproximadamente dez anos.

  

DIFICULDADE BÍBLICA

Em Jeremias 25.11, lemos: “Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos”. Como entender esta profecia? Se levarmos em conta a primeira investida dos babilônios contra Jerusalém, no ano 606 a.C., este período de setenta anos de que fala Jeremias terminou em 536 a.C. Esta, aliás, é a interpretação mais aceita pelos teólogos judeus e cristãos. Neste último ano, os judeus receberam permissão de Ciro para voltar à terra de Israel e reconstruir sua nacionalidade. Durante este período, a terra de Israel ficou descansando para compensar todos os anos sabáticos, que os israelitas deixaram de guardar, desde a entrada em Canaã até o exílio.

E foi observando a profecia de Jeremias que Daniel, por volta do ano 538 a.C., concluiu que o tempo do retorno estava próximo.

Como se vê, a disciplina imposta por Jeová sobre os filhos de Israel tinha duplo objetivo: levá-los a deixar a idolatria e permitir a recuperação da terra. Quando o grupo comandado por Esdras voltou a Jerusalém, os israelitas não mais voltaram à prática da idolatria. Cometeram outros erros; inúmeras vezes se desviaram por caminhos nada recomendáveis, mas jamais voltaram à prática da idolatria. É por isto que a Bíblia afirma que Deus castiga a quem ama.

  

SUBSÍDIO BIOGRÁFICO

Daniel, cujo nome significa Deus é o meu Juiz, foi um dos maiores personagens do Velho Testamento. Ezequiel apontou-o como um dos três mais destacados justos de todos os tempos (Ez 14.14). Colocando-se ao lado de Noé e Jó, constituiu-se num raríssimo exemplo de fé e altruísmo.

Sua história começa em 596 a.C., ocasião em que é levado cativo a Babilônia, juntamente com outros dez mil judeus. Nessa época, tinha cerca de 16 anos, apenas. Em virtude de sua ascendência nobre, é destacado pelo governo babilônico para aprender a língua e a ciência da Caldeia. Demonstrando já uma fidelidade absoluta aos preceitos de Jeová, resolve firmemente em seu coração não se contaminar com as iguarias reais. Solicita, pois, ao chefe dos eunucos que lhe permita optar por uma dieta de legumes e água. Os resultados desse regime alimentar são surpreendentes.

No final dos três anos de treinamento, Nabucodonosor achou Daniel, juntamente com seus três companheiros, dez vezes mais sábios do que os mais ilustradíssimos homens de Babilônia. Por causa disso, foram designados para exercer elevados cargos na administração pública. Além da sabedoria natural e enciclopédica, possuía Daniel o dom profético. Interpretou sonhos e decifrou enigmas. Sob a inspiração do Espírito Santo, avançou no futuro e descortinou a eternidade. Seu livro é um inestimável tesouro de conhecimentos proféticos.

Sob a proteção de Deus, atravessou os reinados de Nabucodonosor, Nabonido e Belsazar. Viu o Império Babilônico desfazer-se ante a formidável máquina de guerra medo-persa. Sob o cetro de Dario, atingiu proeminentes posições.

No outono de seu ministério, aplicou-se a estudar os vaticínios de Jeremias. Desse judicioso esquadrinhamento, chegou à esta conclusão: “Entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9.2). Inteirou-se, pois, de que não estava distante o retorno a Sião. Dar-se-ia em poucos anos. Ele, porém, jamais voltaria a contemplar a formosa terra.

Para consolá-lo, diz-lhe o anjo do Senhor: “Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás, e estarás na tua sorte, no fim dos dias” (Dn 12.9-11).

Em Babilônia, permaneceu Daniel mais de setenta anos. Morreu aos oitenta e oito anos, aproximadamente, e foi sepultado na Caldeia. Alguns afirmam que a sua sepultura encontra-se em Susã; outros, indicam a própria Babilônia. Daniel deixou-nos uma obra de suma-importância. Introdutor do estilo apocalíptico nas Escrituras Sagradas, legou-nos vaticínios de alcance imensurável, cujo significado vem sendo estudado por sucessivas gerações. No seu livro, fala acerca da soberania de Deus na história.

(Para maiores informações acerca do profeta Daniel, leia o livro Merecem Confiança as Profecias?, de autoria do pastor Claudionor de Andrade, e editado pela CPAD).

  

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

Acerca da oração, escreve Samuel Young: “Oração é o retorno consciente do homem que procura se comunicar com Deus e buscar o seu socorro em tempos de necessidade. O homem pode ser impelido a contatar Deus por um anelo íntimo, pelas emergências da vida, pelas necessidades cotidianas ou por sua incapacidade para enfrentar situações difíceis. A fome e o perigo também podem levá-lo a procurar o Todo-poderoso. Orar pode ser um suspiro, um lamento, ou um choro desarticulado.

A visão que temos da oração é influenciada pela nossa concepção de Deus. De acordo com a maneira hebraico-cristã de orar, Deus é mais do que uma tradição ou uma mera descoberta: Ele é o Pai Celestial, cuja imagem está refletida em Cristo, que presta atenção ao clamor de seus filhos. Ele está sempre pronto a atender-nos desde que os seus reclamos morais sejam atendidos. Dedicar-se a Deus em oração é um dos aspectos da junção daqueles termos morais. A oração, portanto, deve ser confessional. Mas o anseio por Deus pode ser sufocado pelos próprios pecados do homem que o levam a esquivar-se do real objetivo em seu diálogo com Deus. Isto o leva a fazer uma oração superficial.

Jesus é o nosso mais autorizado Mestre no que tange a oração. Seus discípulos pediram-lhe uma orientação nesta importante área da vida. Ele deu-lhes uma oração-modelo que nós chamamos de ‘Oração Dominical’ (Mt 6.9-13). Suas maiores orações incluem João 17.1-26 e a agonia no Getsêmani (Lucas 22.39-46). Nestas orações Ele se coloca como o nosso maior exemplo. Vejamos o que disse Fénelon acerca da oração: ‘Orar é… desejar; mas desejar o que Deus teria desejado para nós. Aquele que não deseja do fundo do coração, oferece uma oração enganosa’.

Jesus sondou os seus seguidores quando os instruiu acerca da oração. Ele insistiu sobre a sinceridade e transparência diante de Deus, mesmo em nossos momentos de isolamento. A oração deve ser feita diretamente a Deus sem qualquer intermediário.

Orar, portanto, é a maneira elementar de se ter acesso tanto a Deus quanto ao seu poder. A teologia da oração resulta em algumas dificuldades e desafios. Não obstante, podemos dizer que a oração leva-nos à esfera da atividade divina, para que nos tornemos participantes reais no grande drama da redenção”.

 



Fonte: Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Jovens/Adultos | Comentarista: Eurico Bergstén | Divulgação: cooperadoresdoevangelho.blogspot.com


Eurico Bergstén


Avatar O comentarista do trimestre é o Pastor Missionário Finlandês (In memoriam - 1913 a 1999). Bergstén nasceu em Helsinky, Finlândia, a 13 de agosto de 1913, casando-se com Esther Margareta Bergstén. No dia 2 de setembro de 1948, em obediência à vontade do Senhor, veio ao Brasil. Comentarista de 35 revistas da Escola Dominical. - Escritor. - Livros: 5 "Introdução à Teologia Sistemática" - CPAD. "Teologia Sistemática" - CPAD. Em 1987, a CGADB deu-lhe o título de Conselheiro Vitalício da CPAD, juntamente com o missionário Bernhard Johnson Jr.