Lição 4: A construção do Templo enfrentou oposição (VERSÃO DE 1993)

TEXTO ÁUREO

 “Assim edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até a sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Ne 4.6).

 

VERDADE PRÁTICA

Se confiarmos verdadeiramente em Deus, venceremos todas as resistências do maligno.

 

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Ne 4.1-5 - A oração que vence a resistência

Terça — Ne 4.6 - O trabalho que vence a resistência

Quarta — Ne 4.9 - A vigilância que vence a resistência

Quinta — Ne 4.14 - A bravura que vence a resistência

Sexta — Ne 4.15-18 - A precaução que vence a resistência

Sábado — Ne 4.18,19 - A união que vence a resistência

 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Esdras 4.7,9,11-13,15,16,21-24.

7 — E nos dias de Artaxerxes escreveu Bislão, Mitredate, Tabeel, e os outros da sua companhia, a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta estava escrita em caracteres siríacos, e na língua siríaca.

9 — Então escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e os outros da sua companhia: dinaitas e afarsaquitas, tarpelitas, afarsistas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, e elamitas,

11 — Este, pois, é o teor da carta que ao rei Artaxerxes lhe mandaram: “Teus servos, os homens daquém do rio, e em tal tempo.

12 — Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos.

13 — Agora saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas; e assim se danificará a fazenda dos reis.

15 — Para que se busque no livro das crônicas de teus pais, e então acharás no livro das crônicas, e saberás que aquela foi uma cidade rebelde, e danosa aos reis e províncias, e que nela houve rebelião em tempos antigos; pelo que foi aquela cidade destruída.

16 — Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar, e os seus muros se restaurarem, desta maneira não terás porção alguma desta banda do rio.

21 — Agora, pois, dai ordem para que aqueles homens parem, a fim de que não se edifique aquela cidade, até que se dê uma ordem por mim.

22 — E guardai-vos de cometerdes erro nisto; por que cresceria o dano para prejuízo dos reis?

23 — Então depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes se leu perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força de braço e com violência.

24 — Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia.

 

OBJETIVOS

I. Incutir nos alunos a mesma confiança que os judeus do tempo de Neemias depositaram no Todo-Poderoso.

II. Levá-los a reconhecerem o Senhor em todas as instâncias de sua vida.

 

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA LIÇÃO

O templo precisava ser reconstruído. No entanto, as dificuldades eram grandes e as oposições, consideráveis. O que fazer? Aos filhos de Judá restava somente uma alternativa: buscar o auxílio do Senhor. Assim, lançaram os fundamentos da Casa de Deus. Através desta iniciativa, os judeus mostraram o que pode fazer a confiança no Altíssimo.

As resistências viriam, mas o Senhor estava a lutar pelo seu povo.

 

MOTIVAÇÃO

No transcorrer desta aula, mostre aos alunos as dificuldades enfrentadas pelos judeus da época de Neemias. Em seguida, diga-lhes que os salvos, da mesma forma, deparamo-nos com muitas lutas. O Senhor, porém, está conosco. Porque temer?

 

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

O altar havia sido restaurado, a Festa dos Tabernáculos celebrada, e o holocausto contínuo estava sendo oferecido cada dia, conforme o rito (Ed 3.2-4). A vida espiritual dos judeus que haviam retomado do cativeiro seguia o que estava prescrito na lei de Moisés. Somente esperavam o momento de iniciar a reedificação do templo.

I. OS ALICERCES DO TEMPLO SÃO LANÇADOS

Depois que os materiais para a construção do templo chegaram, segundo a concessão feita pelo rei Ciro da Pérsia, Zorobabel e os que haviam voltado do cativeiro lançaram os alicerces do templo (Ed 3.8). Todos apresentavam muita animação para o trabalho.

1. O lançamento dos alicerces foi celebrado com uma solenidade. “Os sacerdotes já revestidos e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com saltérios, para louvarem o Senhor, conforme a instituição de Davi, rei de Israel” (Ed 3.10).

Todos os que assistiram o lançamento dos alicerces expressaram seus sentimentos com tão grande júbilo, que as suas vozes se ouviram mui longe (Ed 3.12,13).

2. A reedificação do templo. A reedificação do templo foi resultado do despertamento que veio através de Ciro, rei da Pérsia (Ed 1.1,2). Convém lembrar que o despertamento pentecostal, que chegou ao Brasil em 1911, trouxe consigo uma verdadeira renovação da doutrina da Igreja de Deus, que pode ser simbolizada pelo templo de Deus (1Co 3.16). A Igreja de Deus é um MISTÉRIO (Ef 5.32), que não pode ser compreendido pelo homem natural (1Co 2.14).

a. O Espírito Santo quer salientar que JESUS em pessoa quer edificar a sua Igreja (Mt 16.18), e Ele o faz conforme a Palavra de Deus.

b. O Espírito Santo quer gerar um sentimento de reverência pela igreja do Senhor, que é a morada de Deus (Ef 2.22). Veja também: Êx 3.5; Sl 89.7; Ec 5.1.

c. O Espírito Santo quer adestrar a Igreja, porque ela é o instrumento da ação de Deus aqui na terra (Ef 3.10). Deus tem um trabalho para cada servo seu na grande obra de evangelização do mundo (Mc 13.34).

 

II. OS SAMARITANOS OPÕEM-SE À CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

1. Entre os moradores da terra estavam os samaritanos. Quando Nabucodonosor levou o reino de Judá cativo para Babilônia, passaram a morar na terra os samaritanos. Estes eram descendentes de uma mistura de gente que o rei da Assíria tinha deslocado para as cidades da Samaria, depois de ele ter levado as dez tribos do reino do Norte em cativeiro para a Assíria (2Rs 17.23). Eram pagãos que haviam sido ensinados acerca do Deus de Israel. Assim, os samaritanos continuavam servindo a seus deuses, mas também temiam o Senhor (2Rs 17.23-33).

2. Os samaritanos tentam frustrar a construção do templo (Ed 4.4,5). A maldade dos samaritanos levou-os a enviar uma carta ao rei da Pérsia contendo acusações mentirosas contra os judeus (Ed 4.12,13). O rei que recebeu aquela carta não conhecia bem o assunto, e mandou sustar a obra (Ed 4.21).

 

III. COMO SE EXPLICA A FALTA DE RESISTÊNCIA DOS JUDEUS?

1. Os judeus deveriam ter ido ao rei da Pérsia para assegurar a construção. Uma ordem dada por uma autoridade superior não pode ser invalidada por uma autoridade inferior. A ordem de construir o templo tinha sido dada pelo Deus do céu, através do rei Ciro, a maior autoridade da época, que assinara o decreto da construção do templo.

 

2. Os judeus deveriam ter recorrido a Deus. Toda a história dos judeus é rica de exemplos de como Deus ajudou seu povo em tempos difíceis. A própria vinda dos judeus para Jerusalém era uma clara demonstração de que Deus estava neste negócio.

Vejamos alguns exemplos da história dos judeus, quando foram ajudados por Deus:

a. Nos dias do rei Ezequias, Judá foi cercado pelo exército do rei da Assíria que ameaçava fazer com Judá o que já havia feito com o reino de Israel: levá-los em cativeiro. Nesta hora de perigo o rei Ezequias buscou o Senhor e foi ouvido, pois um anjo feriu o arraial dos assírios, destruindo cento oitenta e cinco mil soldados (2Rs 19.30; 2Cr 32.21-22).

b. Nos dias do rei Jeosafá, ameaçados pelos amonitas e pelos moabitas, os habitantes de Judá foram convocados pelo rei para pedirem socorro ao Senhor. Ver o texto em 2Cr 20.1-24. Deus guerreou por eles, e sem terem que lutar, os inimigos foram desbaratados.

Os muitos exemplos da ajuda de Deus no passado, deveríam ter inspirado os líderes do povo à resistência a esta maldade dos inimigos dos judeus.

3. O motivo da falta de resistência dos judeus era de ordem espiritual:

a. ZOROBABEL, o chefe político do povo judeu, tinha até então, confiado em sua própria força (Zc 4.6). Quando as suas próprias forças se esgotaram, não teve mais condições de resistir, sentindo-se inteiramente desarmado diante do inimigo.

b. JOSUÉ, o sumo sacerdote e líder religioso do povo, estava com suas vestes manchadas (Zc 3.3). Este fato tirou dele toda a autoridade espiritual. Diante do problema causado pelos inimigos, ele não tinha fé para buscar ajuda de Deus, do Todo-Poderoso, uma vez que o mistério da fé é guardado em uma pura consciência (1Tm 3.9).

 

IV. A REAÇÃO DOS SAMARITANOS, QUANDO OS JUDEUS CESSARAM A OBRA

1. A tristeza dos judeus. O povo em geral tinha desde o início da construção acompanhado o trabalho com simpatia. Os judeus trabalhavam com muito entusiasmo e com muita união. O povo tinha ouvido falar de que o Deus do céu estava do lado dos judeus, ajudando-os. E agora? Onde estava seu Deus?

2. A alegria dos samaritanos. Os inimigos dos judeus regozijavam-se grandemente. Certamente os conselheiros foram parabenizados pela “sábia e competente ação”. Porém o gozo dos ímpios é de pouca duração!

a. O gozo dos filisteus, que haviam prendido Sansão, terminou em tragédia (Jz 16.25-31).

b. A alegria dos sacerdotes, que alugaram Judas para trair Jesus, foi de curta duração. Com a ressurreição de Jesus, seus problemas se agravaram (Mt 28.11-15).

3. O desânimo dos judeus. Os judeus, que tinham voltado do cativeiro para construir o templo, sentiram-se humilhados e tristes. Mas, passado algum tempo, acomodaram-se com a situação e não lutaram pela continuação da construção do templo. Deixaram-se dominar pelo desânimo. O desânimo é uma das mais eficazes armas usadas por Satanás, contra os crentes. Lutemos contra o desânimo, em nome de Jesus.

a. Alguns conformaram-se, pensando que talvez ainda não era a vontade de Deus construir o templo (Ag 1.2).

 

b. Outros aproveitaram a interrupção da obra para dedicar-se as suas próprias casas (Ag 1.9). Outros chegaram a faltar com as suas obrigações espirituais, deixando de contribuir para a casa de Deus (Ag 1.6).

c. Talvez alguns judeus sinceros estivessem tristes, e buscassem a Deus em oração, pedindo solução para a dificuldade, de modo que o templo pudesse continuar a ser construído.

 

QUESTIONÁRIO

1. Como foi feito o lançamento dos alicerces do Templo?

Com solenidade.

2. De que forma podemos considerar a reedificação do Templo?

Como um resultado do reavivamento que moveu o coração do rei Ciro.

3. Que povo vizinho a Israel tentou frustrar a construção do Templo?

Os samaritanos.

4. Por que os judeus deveriam ter procurado o rei da Pérsia?

Para assegurar a construção do Templo.

5. Por que os judeus deveriam ter recorrido a Deus?

Porque Deus era quem os estava dirigindo naquele negócio.

 

SUBSÍDIOS PARA O PROFESSOR

SUBSÍDIO CRONOLÓGICO

A reconstrução do Templo, como já foi dito nas lições anteriores, começou depois de 538 a.C.

SUBSÍDIO HISTÓRICO

Nas lições anteriores, vimos que o Senhor Deus usou os persas para ajudar aos judeus na reconstrução do Templo. Acerca deste assunto, o pastor Claudionor de Andrade dá-nos mais algumas informações: “Durante a dominação babilônica, os judeus não gozavam de muitas prerrogativas. Com muito custo e, enfrentando grandes dificuldades, conseguiram manter sua religião e suas tradições nacionais. Em seus 70 anos de exílio, os filhos de Abraão foram provados, aliás, dura e inumanamente provados. Reconheceram, entretanto, quão amargos frutos colhiam em consequência de sua idolatria; e, que não existe outro Deus, além do Santo de Israel.

Com a ascensão do Império Persa, descortinam-se-lhes novos e promissores horizontes. O Senhor usa o rei Ciro para autorizar-lhes o regresso a Sião. No primeiro ano de reinado desse ilustre soberano, os filhos de Judá são liberados a retornar à terra de seus antepassados. À frente dos repatriados, ia o governador Zorobabel que, nos anos subsequentes, seria o principal baluarte da reconstrução da cidadania judaica.

Não fosse a liberalidade de Ciro, tratado por Deus como 'meu servo', os judeus não teriam condições de se dedicarem a cumprir tão formidável tarefa. Sob a vista dos sucessores do fundador do Império Persa, os muros e o Templo de Jerusalém foram reconstruídos em tempo recorde. O diligente Zorobabel, o destemido Neemias, o erudito Esdras e o judicioso sumo sacerdote Josué, contaram com o respaldo da monarquia persa, no santo cumprimento de seus deveres.

Ciro mostrou-se tão liberal que, inclusive, devolveu aos líderes judaicos parte dos tesouros do Templo levados a Babilônia por Nabucodonosor. Atrás da generosidade persa, contudo, estava a potente mão de Deus!

No tempo da rainha Ester, mulher do poderoso Assuero, vemos, uma vez mais, o Senhor usar o poderio persa em favor de seu povo. Não obstante as maquinações de Hamã, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó forçou o soberano persa a ver com simpatia a causa dos exilados judeus. Por intermédio da belíssima prima de Mardoqueu, o Todo-poderoso intervém em favor da nação judaica e concede-lhe grande livramento.”

Para maiores informações acerca da história do povo de Israel, leia o livro Geografia Bíblica de autoria do pastor Claudionor Corrêa de Andrade e editado pela CPAD.

 

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

Eis o que encontramos no Comentário Bíblico de Moody:

“Dislão, Mitredate, Tabeel eram provavelmente samaritanos que pagaram a dois altos oficiais persas — Reum, o comandante, e Sinsai, o escrivão (v.8) — para escrever a carta de 4.11-16 a Artaxerxes, acusando os judeus da reconstrução dos muros de Jerusalém. Tabeel (Deus é bom) talvez seja o mesmo Tobias (Jeová é bom) de Ne 2.19. Não somente esta carta de 4.11-16 foi escrita em aramaico, mas todo o trecho de Esdras desde 4.8 até 6.18. Este aramaico é muito parecido com o dos papiros elefantinos.

(v.9) Afarsaquitas. Keil cria que eram membros de um povo especialmente devotado ao rei da Pérsia, que tinha posição de destaque entre os colonos da Síria. Alguns dos outros povos são difíceis de se identificar, embora a maior parte deles tenha provavelmente vindo de regiões da Babilônia, Pérsia e Média.

(v.10) O grande e afamado Osnapar. O grande rei assírio Assurbanipal (688-626 a.C.), que completou o transplante dos povos que Esar-Hadom (v.2) começara, um ou dois anos antes, a fazer em Samaria.

(v.11) Em tal tempo. Literalmente, e assim por diante. Esta abreviação da costumeira e extensa saudação aparece novamente em 4.11,17; 7.12.

(vv.12,13). Os inimigos dos judeus aqui professam grande preocupação pelo bem-estar do rei da Pérsia. Seu relatório sobre o progresso dos muros (v.12) está obviamente exagerado, à luz do versículo 13. Não obstante, parece claro que alguns esforços foram dispendidos para a reconstrução dos muros de Jerusalém, possivelmente por causa do estímulo de Esdras. A construção do Templo não foi considerada nesta carta, pois já fora completada em 515 a.C. (6.15). Aquela rebelde e malvada cidade. Jerusalém certamente se comprovara ser assim sob os trágicos reinados de Jeoaquim (2Rs 24.1) e Zedequias (2Cr 36.13). E até onde os assírios estavam envolvidos, também foi assim nos dias de Ezequias e Manassés (2Cr 32.33). 

(v.23) De mão armada os forçara a parar com a obra. É claro que os samaritanos se aproveitaram deste decreto, e foram até os extremos de destruir parcialmente os muros que tinham sido construídos e queimar os portões. Foi a notícia dessa tragédia que abalou Neemias e forçou-o a chorar e orar (Ne 1.3,4). Podemos portanto datar este decreto de 446 a.C. A relação de Esdras com toda essa crise não ficou indicada nas Escrituras, embora ele fosse certamente a favor da construção dos muros da cidade (Ne 12.36).

(v.24) Cessou, pois, a obra da casa de Deus. Isto se segue aos parêntesis de 4.6-23, voltando ao versículo 5, com a informação adicional de que foi no segundo ano de Dario que a obra da casa de Deus (não os muros da cidade) foi recomeçada (5.2). Comentaristas mais antigos, pensando que 4.24 devia seguir a 4.23 cronologicamente, foram forçados a interpretar Assuero em 4.6 como Cambises e Artaxerxes em 4.7 como Esmerdis!”.




Fonte: Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2020 - CPAD | Classe: Jovens/Adultos | Comentarista: Eurico Bergstén | Divulgação: cooperadoresdoevangelho.blogspot.com


Eurico Bergstén


Avatar O comentarista do trimestre é o Pastor Missionário Finlandês (In memoriam - 1913 a 1999). Bergstén nasceu em Helsinky, Finlândia, a 13 de agosto de 1913, casando-se com Esther Margareta Bergstén. No dia 2 de setembro de 1948, em obediência à vontade do Senhor, veio ao Brasil. Comentarista de 35 revistas da Escola Dominical. - Escritor. - Livros: 5 "Introdução à Teologia Sistemática" - CPAD. "Teologia Sistemática" - CPAD. Em 1987, a CGADB deu-lhe o título de Conselheiro Vitalício da CPAD, juntamente com o missionário Bernhard Johnson Jr.